segunda-feira, 1 de setembro de 2008

VIVER E SOBREVIVER


VIVER
Vi hoje um abutre faminto,
Pousado na imundície do lixão da estrutural,
Tentando saciar a fome com alimentos podres.

Cata alimentos fétidos estragados, contaminados,
Engole os detritos biodegradáveis com voracidade,
Livre do modismo ecológico da coleta seletiva.

O abutre é a personificação da mesquinez humana.
É a imagem visível do egocentrismo da elite sangüinária,
É o filme real do desrespeito humano pela pessoa excluída.
O abutre, Ó ELOHIM Libertador, é a massa sobrante, excluída de justiça e cidadania.

Alegria e felicidade ilimitada ontem, hoje e eviterno.
Inspirado em Manuel Bandeira
Raimundo Nery

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