
VIVER
Vi hoje um abutre faminto,
Pousado na imundície do lixão da estrutural,
Tentando saciar a fome com alimentos podres.
Cata alimentos fétidos estragados, contaminados,
Engole os detritos biodegradáveis com voracidade,
Livre do modismo ecológico da coleta seletiva.
O abutre é a personificação da mesquinez humana.
É a imagem visível do egocentrismo da elite sangüinária,
É o filme real do desrespeito humano pela pessoa excluída.
O abutre, Ó ELOHIM Libertador, é a massa sobrante, excluída de justiça e cidadania.
Alegria e felicidade ilimitada ontem, hoje e eviterno.
Inspirado em Manuel Bandeira
Raimundo Nery

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